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A crise na Grécia e a luta pelos Estados Unidos Socialistas da Europa

Por Alex Lantier
29 de abril de 2010

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A greve do setor público de 22 de abril, na Grécia, ressaltou as severas questões políticas enfrentadas pelos trabalhadores na luta contra a política de austeridade do primeiro-ministro Giorgios Papandreou. O governo social-democrata PASOK (Movimento Socialista Pan- helênico) está impondo grandes cortes de postos de trabalho, salários, programas sociais e pensões para fazer a classe trabalhadora pagar a crescente dívida do Estado aos banqueiros internacionais.

Dezenas de milhares de trabalhadores marcharam em 22 de abril, com gritos de: “Sem mais ilusões, guerra contra os ricos.” Funcionários públicos, funcionários da saúde, estivadores e marinheiros entraram em greve refletindo a ascendente ira popular. Pesquisas recentes descobriram que 86% da população considera que os cortes Papandreou são “injustos”.

Apesar da greve, a despeito da opinião pública, a burguesia grega está pressionando para mais cortes. Ontem, Papandreou pediu oficialmente para que a União Européia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) ativem planos para salvar a Grécia da falência. A UE emprestaria 30 bilhões de euros e o FMI 12 bilhões em troca de Atenas concordar com novos cortes. O Financial Times observou que Papandreou estava trabalhando para “preparar a opinião pública para as novas medidas severas”.

Por trás de Papandreou se mantêm os mercados financeiros - isto é, os credores da Grécia entre os principais bancos europeus e internacionais - que não toleram nenhuma expressão de oposição a seus planos para saquear economicamente a Grécia. Eles venderam títulos do governo grego durante a greve, elevando a taxa de juros que Atenas paga por novos empréstimos para perto de 9%. É dado por certo que a Grécia vai falir se continuar com essas taxas de empréstimo.

O ataque do capital internacional sobre a Grécia é apenas um experimento do que está por vir sobre a classe trabalhadora na Europa e em todo mundo. Enquanto os custos dos empréstimos de Portugal crescem para 5%, a imprensa fala cada vez mais desse país como o próximo alvo dos bancos - e depois de Portugal, o Reino Unido ou a Espanha.

O resultado das greves dos trabalhadores gregos destaca o impasse político que os trabalhadores enfrentam, assim como os sindicatos e seus aliados pseudo-esquerdistas trabalham para reprimir e trair a resistência popular à ofensiva capitalista.

Os sindicatos estão protegendo Papandreou, o objetivo é cansar os trabalhadores chamando greves fragmentadas, enquanto Papandreou intensifica seus cortes.

O sindicato do setor privado GSEE (Confederação Geral de Trabalhadores da Grécia) se recusou a participar da greve de 22 de Abril dizendo que estava adiando greves até uma data não especificada no próximo mês. O sindicato do setor público ADEDY (Confederação dos Servidores Civis) decidiu não organizar greves em setores críticos, incluindo os transportes públicos e as companhias aéreas.

O Partido Comunista Stalinista e o SYRIZA, o partido grego pseudo-esquerdista liderado por Alexis Tsipras, estão vergonhosamente promovendo o anti-americanismo, a fim de desviar a ira popular para longe do PASOK e do capitalismo grego e bloquear o desenvolvimento de uma luta à escala européia e internacional contra o ataque aos empregos dos trabalhadores e à qualidade de vida.

Tsipras requisitou um referendo a favor ou contra o plano de resgate da UE-FMI. Desde que SYRIZA (Coligação da Esquerda Radical) insiste que os trabalhadores se subordinem à burocracia sindical, não propõe política alguma para a classe trabalhadora lutar contra o governo do PASOK e unir os trabalhadores por toda a Europa e internacionalmente, o seu apelo para um referendo deixa aos trabalhadores a opção de recusar o resgate e aceitar a falência do estado ou aceitar os ditames do FMI e de Bruxelas. É um meio cínico e sarcástico de pressionar os trabalhadores a aceitar as medidas de austeridade. Ele reflete que a falsa esquerda, de fato, suporta o resgate financeiro e as políticas brutais de austeridade ligadas a ele.

Ao mesmo tempo, SYRIZA procura focar a oposição nas medidas de austeridade da participação de Washington, na proposta de resgate do FMI, e não em qualquer base de princípios de classe, mas para fomentar o nacionalismo grego e o grosseiro anti-americanismo. Como se a União Européia, os bancos e o governo gregos fossem menos hostis aos trabalhadores do que os banqueiros americanos!

Nesse sentido, Dimitris Papadimoulis, um parlamentar do SYRIZA, disse que o FMI “paira como uma nuvem de cinzas vulcânicas sobre os gregos”, enquanto Tsipras advertiu contra os assessores de Papandreou “saudando o outro lado do Atlântico.”

Tal demagogia nacionalista caminha lado a lado com a tentativa de retratar Papandreou e o PASOK como vítimas de forças estrangeiras, em vez de representantes dos mais imediatos inimigos dos trabalhadores gregos - a classe dominante grega. Aqueles que promovem esta linha política pretendem desarmar a classe operária com as ilusões de que a pressão popular pode mudar Papandreou para abandonar seu programa de austeridade. Este é o caminho para a derrota!

Existe um perigo real de que tal desorientação da classe trabalhadora pode abrir as portas para um retorno à ditadura militar, que a Grécia sofreu sob a junta de 1968-1975. Não há dúvidas de que, dentre o alto escalão político grego, planos militares estão sendo traçados nessa direção no caso de os sindicatos não conseguirem por um fim à resistência da classe trabalhadora contra os cortes.

Nenhuma reforma irá solucionar a crise na Grécia, ou aliás, no resto da Europa, nos Estados Unidos e além. A lógica da crise global capitalista coloca a questão da revolução ou a contra-revolução, o socialismo ou barbárie.

A situação crítica que enfrentam os trabalhadores gregos, que foram empurrados para as linhas de frente da luta internacional, é libertar o seu combate das garras traiçoeiras das burocracias sindicais e defensores pseudo-esquerdistas dos sindicatos e mobilizar as suas forças independentes com base em uma estratégia revolucionária e internacional.

Em vez de medidas de austeridade e desemprego em massa, os trabalhadores devem exigir a nacionalização dos bancos e sua transformação em utilidade pública sob o controle popular e democrático, para que as riquezas sociais possam ser direcionadas a proporcionar empregos e uma vida digna. Tal medida deve ser combinada à nacionalização da indústria de base.

Papandreou e o PASOK preferem entregar o poder aos militares do que aprovar tal programa. A tarefa política que enfrentam os trabalhadores gregos não é pressionar o governo do PASOK, mas derrubá-lo e substituí-lo por um governo dos trabalhadores.

A crise não pode ser resolvida apenas dentro das fronteiras nacionais da Grécia. Por toda a Europa e em cada país, os trabalhadores estão enfrentando os mesmos ataques do mesmo inimigo - a burguesia internacional. Em particular, a crise expôs a impossibilidade de unir a Europa em uma base progressiva, democrática e igualitária no âmbito do capitalismo. Em oposição à União Européia dos banqueiros e patrões das corporações, os trabalhadores na Grécia e de toda a Europa devem se unir na luta para os Estados Unidos Socialistas da Europa.

(Traduzido por movimentonn.org)

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