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Construir comitês de base em fábricas e locais de trabalho para impedir a transmissão da COVID-19 e salvar vidas!

Publicado originalmente em 21 de maio de 2020

A pandemia de coronavírus continua a cobrar um preço horrível nos Estados Unidos, que já perdeu mais vidas do que qualquer outro país do mundo. Mais de 1,5 milhão de pessoas nos EUA já foram diagnosticadas com a COVID-19. O número de mortes está se aproximando de 100.000. A cada dia, são mais de 20 mil novos casos e aproximadamente 1.500 mortes.

Segundo as estatísticas oficiais, o coronavírus já matou quase 330.000 pessoas e infectou mais de 5 milhões em todo o mundo. Porém, esses números subestimam enormemente o impacto real da pandemia. A taxa de infecção está crescendo rapidamente na Europa do Leste, Ásia, Ásia do Sul e América Latina, particularmente no Brasil, que ultrapassou a Espanha e se tornou o terceiro país com o maior número de infectados.

O coronavírus não conhece fronteiras nacionais. O crescimento de infectados em outras partes do mundo inevitavelmente impactará também os Estados Unidos. Robert Redfield, diretor do Centro de Controle de Doenças, disse ao Financial Times que a rápida disseminação no hemisfério sul poderá levar a um novo surto nos Estados Unidos no final deste ano.

“Temos visto evidências de que as preocupações de que a pandemia se moveria ao sul do hemisfério sul como a gripe [estão se confirmando]”, disse Redfield, “e você está vendo o que está acontecendo no Brasil agora. E então quando acabar no hemisfério sul, suspeito que o surto irá reaparecer no norte.”

Estes alertas expõem a mentira da administração Trump de que o pior da pandemia já passou. Nos próprios Estados Unidos, a pandemia não está sob controle. Com o estado de Nova York mal se recuperando de uma onda de infecções que custou a vida de quase 30 mil pessoas, a pandemia de COVID-19 está agora se espalhando pelos estados do Centro-Oeste e do Sul.

Um novo estudo publicado no periódico médico Health Affairs por pesquisadores da Universidade de Washington estima que só nos Estados Unidos, até o final do ano, o número de mortes aumentará para entre 350.000 e 1,2 milhão de pessoas. E isso sem levar em consideração o relaxamento das medidas de distanciamento social que está sendo realizado atualmente.

O perigo de um rápido crescimento da taxa de infecção está aumentando com a prematura e irresponsável campanha para “reabrir a economia” e “voltar ao trabalho”. A administração Trump e os governadores democratas e republicanos de todo o país estão reabrindo negócios e fábricas. Todos os 50 estados começaram a relaxar, e em alguns casos abandonaram completamente, as restrições à atividade econômica e recreativa. A Casa Branca, as autoridades estaduais, setores substanciais dos meios de comunicação e forças de extrema direita estão criando um ambiente no qual medidas básicas de distanciamento social estão sendo ignoradas.

É o conceito de “imunidade de rebanho” que fundamenta essa campanha, o que significa, na prática, abandonar todos os esforços para deter a propagação do vírus. Ao permitir a propagação da doença sem restrições, a classe dominante está garantindo que mais dezenas ou centenas de milhares de pessoas irão morrer.

O objetivo dessa campanha é impulsionar a retomada do fluxo de lucros corporativos. Sem um plano cuidadoso para implementar um retorno seguro ao trabalho, baseado na ciência e rigorosamente aplicado, haverá um enorme aumento na taxa de infecção, resultando em doenças graves e mais mortes.

O vírus da COVID-19 se espalhará rapidamente por fábricas, centros de distribuição, prédios de escritórios, shoppings e todos os outros lugares onde um grande número de pessoas se reunir. Há um perigo imenso de os trabalhadores, inconscientemente infectados no trabalho e ainda não apresentando sintomas, retornarem às suas casas e comunidades e transmitirem a doença às suas famílias, entes queridos e amigos.

Os trabalhadores do setor de serviços serão empurrados para ambientes perigosos à medida que o comércio reabrir. Os trabalhadores da Amazon têm trabalhado durante toda a pandemia com equipamentos de segurança inadequados, e pelo menos sete já morreram. A pandemia continua a se espalhar entre os trabalhadores de frigoríficos, que são forçados a continuar trabalhando sob as ordens da administração Trump. Com a retomada das operações dos sistemas de transporte, os trabalhadores de empresas aéreas e do transporte urbano serão colocados em risco. Mais de 100 trabalhadores do transporte urbano já morreram somente na cidade de Nova York.

Os trabalhadores da área de saúde, que enfrentarão uma forte escalada de novos casos nas próximas semanas, possuem equipamentos de proteção pessoal inadequados. Uma pesquisa recente descobriu que 87% dos enfermeiros dos EUA são obrigados a reutilizar equipamentos de proteção, e 72% trabalham com a pele ou roupas expostas.

E em um sinistro sinal do que está por vir, poucos dias após dezenas de milhares de trabalhadores da indústria automotiva retornarem ao trabalho, houve vários casos relatados de COVID-19 entre trabalhadores de grandes linhas de montagem e de fábricas de autopeças.

O Partido Socialista pela Igualdade (SEP, na sigla em inglês) se opõe a essa campanha irresponsável de volta ao trabalho e à reabertura de locais de trabalho não essenciais enquanto a pandemia continuar se espalhando. Para impedir que mais pessoas se infectem, fiquem doentes e venham a morrer, é necessário criar uma nova forma de organização nos locais de trabalho que supervisione e imponha condições seguras de trabalho.

Para isso, o SEP aconselha os trabalhadores a formar comitês de base de segurança em todas as fábricas, escritórios e locais de trabalho. Esses comitês, controlados democraticamente pelos próprios trabalhadores, devem formular, implementar e supervisionar medidas necessárias para proteger a saúde e a vida dos trabalhadores, de suas famílias e da comunidade em geral.

Não se pode “voltar a rotina de antes”! A pandemia expõe a necessidade urgente de uma reestruturação completa dos processos de produção, de distribuição e da atividade econômica em geral. A vida dos trabalhadores e suas famílias não deve ser sacrificada em nome do lucro das corporações e da riqueza privada dos oligarcas bilionários.

Em resposta à exigência de Trump, dos políticos dos dois grandes partidos burgueses e dos meios de comunicação para a “reabertura da economia”, deve-se perguntar: “A economia de quem?”. A economia de Jeff Bezos, de Elon Musk, dos vigaristas de Wall Street e dos 5% mais ricos da população? Ou a economia da classe trabalhadora, que produz toda a riqueza da sociedade, mas cujo salário mal chega no final do mês – isso se tiver um emprego?

A resposta da administração Trump à pandemia

A situação perigosa que os trabalhadores enfrentam é o produto de uma política de classe deliberada. Epidemiologistas alertam há décadas que uma pandemia não só era possível, como inevitável. Esses alertas foram ignorados. Ao invés de investir em pesquisas virais e bacterianas e construir hospitais, os financistas de Wall Street exigiram o desmantelamento e a privatização de grandes setores da infraestrutura de saúde.

A subordinação das necessidades sociais à busca irrestrita por lucro resultou em dezenas de milhares de lesões e mortes nos locais de trabalho anualmente. Mesmo antes da pandemia, 150 trabalhadores morriam em média todos os dias de lesões e doenças relacionadas ao trabalho que poderiam ser evitadas. Os locais de trabalho nos EUA são notoriamente inseguros e pouco higiênicos. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA, na sigla em inglês) funciona quase como um braço das corporações. Desde o surto da pandemia, a OSHA já recebeu quase 14.000 reclamações relacionadas à COVID-19 e não emitiu uma única advertência ou penalidade.

Quando a pandemia começou a se espalhar globalmente em janeiro e fevereiro, a atenção da administração Trump e da classe dominante dos EUA não estava voltada para proteger as vidas, mas os lucros. Sua resposta inicial foi tentar minimizar o perigo e manter os negócios funcionando como de costume. A administração Trump não colocou em prática um sistema de testes em massa, rastreamento de contatos e isolamento, alegando que o vírus simplesmente “desapareceria”.

Com a escalada da pandemia na Europa, a raiva em massa – incluindo a erupção de greves selvagens na indústria automotiva – obrigou os governos federal e estaduais a implementar medidas elementares para conter o vírus. Quase imediatamente, porém, a administração Trump e os meios de comunicação começaram a espalhar que a “cura não pode ser pior do que a doença”, que era necessário fazer o país “voltar ao trabalho”.

Do ponto de vista da classe dominante, no final de março já havia sido tomada a ação mais importante: a aprovação unânime da Lei CARES por democratas e republicanos autorizando o resgate multitrilionário de Wall Street e da elite corporativa, sem restrições. Todos os dias, mais de US$ 80 bilhões são canalizados para Wall Street pelo Federal Reserve dos EUA, um valor que excede em muito as medidas tomadas mesmo após a crise financeira de 2008-2009. Isso está alimentando a contínua alta dos mercados, em meio ao aumento da morte e da devastação social.

As enormes dívidas que surgiram com os resgates dos ricos devem agora ser pagas através da exploração da classe trabalhadora. Para justificar sua política irresponsável e criminosa, a administração Trump tem procurado impulsionar manifestações de extrema direita, que também têm sido promovidas pelos meios de comunicação. Tanto os democratas quanto os republicanos, além disso, buscam fazer a China de bode expiatório para tirar da oligarquia financeira dos EUA toda a responsabilidade pela crise atual.

A administração Trump está ignorando os cientistas que alertaram sobre o perigo da política de retorno ao trabalho, incluindo Anthony Fauci, diretor de longa data do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas. O Centro de Controle de Doenças está sendo marginalizado e Trump ameaça demitir o diretor da agência, Robert Redfield.

Ao mesmo tempo, o enorme sofrimento social causado pela fome entre os trabalhadores está sendo utilizado para forçar um retorno ao trabalho. Enquanto quantias ilimitadas foram destinadas aos ricos, milhões de trabalhadores não receberam nada. Com a retomada do trabalho nas empresas, os trabalhadores que se recusarem a colocar em perigo a si mesmos e suas famílias serão privados de qualquer assistência.

Apesar de a administração Trump estar liderando essa campanha, todo o establishment político a apoia. Os democratas estão alinhados com a campanha de volta ao trabalho, com muitos dos estados que estão implementando a retomada da produção sendo controlados por eles, incluindo Michigan, que está retomando a produção na indústria automotiva sob a liderança da governadora democrata Gretchen Whitmer.

Já os meios de comunicação estão fazendo o que podem para tentar minimizar o perigo do vírus. Todos os dias são publicadas reportagens de uma “nova esperança” para uma vacina ou uma cura. Entretanto, a possibilidade de uma vacina viável, que os cientistas dizem não estar pronta até algum momento do ano que vem, não pode ser uma justificativa para um retorno ao trabalho. Se uma vacina for desenvolvida, ainda mais trágica será a perda de centenas de milhares de vidas em decorrência da campanha “de volta ao trabalho”.

A natureza do novo coronavírus

Os interesses de duas classes se opõem diretamente. O objetivo dos executivos e gestores corporativos, atuando no interesse dos investidores de Wall Street, é aumentar o lucro e obter a maior quantidade de trabalho em menos tempo. Para os trabalhadores, trata-se de manter um ambiente seguro que garanta sua saúde e segurança.

Os comitês de base de segurança devem ser organizados para exigir e implementar medidas para proteger a vida dos trabalhadores. Essas medidas devem ser baseadas em um entendimento científico da natureza da doença.

O novo coronavírus é altamente contagioso e se propaga através de gotículas líquidas quando as pessoas falam, respiram, tossem ou espirram. As pessoas são infectadas quando o vírus entra pela boca, nariz ou olhos através da transmissão direta ou após tocar uma superfície com o vírus.

Os cientistas mostraram que o patógeno também está presente em minúsculas partículas suspensas no ar, conhecidas como aerossóis, que podem ficar suspensas por períodos mais longos e viajar muito além dos dois metros de distanciamento social recomendado. A distância que o vírus pode percorrer também é afetada pelo volume da fala de alguém.

Grandes fábricas onde milhares de trabalhadores trabalham próximos uns dos outros em uma linha de montagem são particularmente vulneráveis a se tornarem vetores para a rápida disseminação da doença. “A fábrica é um ambiente com muito barulho e as pessoas têm que gritar umas com as outras para serem ouvidas, podendo haver muitos vírus sendo transmitidos pelo ar”, disse Julia Heck, epidemiologista e professora adjunta associada e pesquisadora da Escola de Saúde Pública Fielding da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), ao World Socialist Web Site.

Estudos mostram que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus dois ou mais dias antes de apresentar qualquer sintoma. Portanto, as medidas que estão sendo implementadas em muitos locais de trabalho, como a medição de temperatura e a distribuição de máscaras diariamente são insuficientes. Quando alguém apresenta febre, pode já ter espalhado a doença por toda a fábrica.

Depois de terem participado de uma aula de canto, 52 das 61 pessoas foram diagnosticadas com COVID-19 e pelo menos duas morreram, apesar de não terem apertado as mãos ou estarem próximas umas das outras. Nos frigoríficos, há uma grande suspeita de que o vírus, que infectou mais de 12.000 trabalhadores e matou mais de 50 esteja se espalhando através de ar condicionado de alta pressão que atira partículas transportadas pelo ar através de uma área fechada.

Além do perigo que os trabalhadores enfrentam quando se reúnem para entrar e sair das fábricas, ou durante os intervalos para realizarem refeições e irem ao banheiro, os trabalhadores em uma linha de montagem, em um centro de distribuição ou em uma loja estão manipulando as mesmas ferramentas e movimentando produtos. O vírus pode permanecer em superfícies por períodos variados: metal (5 dias), vidro (até 5 dias), plásticos (2-3 dias), aço inoxidável (2-3 dias), papelão (24 horas) e alumínio (2-8 horas).

As tarefas dos comitês de base de segurança

Qual será a função dos comitês de base de segurança?

Eles irão representar e lutar pela segurança dos trabalhadores, opondo-se tanto à administração quanto ao princípio de lucro. Elaborarão regulamentos e normas detalhadas que devem ser acompanhados e cumpridos. Onde as condições forem violadas, o trabalho deverá ser paralisado.

Os objetivos centrais desses comitês devem ser:

1. Controlar o horário de trabalho e a velocidade das linhas de produção – Em cada fábrica, estabelecimento comercial, escritório e local de trabalho, os comitês de base de segurança, trabalhando em conjunto com um painel de cientistas de confiança e especialistas em saúde, devem determinar as condições de trabalho e as quantidades e horários de produção. O horário de trabalho e a velocidade da linha de produção devem ser reduzidos para permitir descanso suficiente, monitoramento dos cuidados com a saúde e limpeza profunda regular.

2. Garantir equipamentos de proteção individual – Cada trabalhador deve estar devidamente equipado com máscaras de alta qualidade (incluindo N-95, N-100 ou P-100, de acordo com as condições), bem como luvas, protetores faciais e outros EPIs necessários. Eles devem ser trocados regularmente para garantir que continuem oferecendo a máxima proteção. Os trabalhadores também devem passar por treinamento para colocar e remover os EPIs.

3. Garantir condições de trabalho seguras e confortáveis – A preocupação não é apenas a quantidade de equipamentos de proteção. Para estarem seguros, os trabalhadores devem ser capazes de utilizar equipamentos de proteção por longos períodos de tempo. Todas as fábricas devem ter ar condicionado e ventilação adequados, principalmente no início do verão, para que não contribuam para a propagação do vírus.

4. Realizar testes regulares – Todos os trabalhadores devem ter acesso a testes periódicos para o coronavírus. Os horários de produção devem ser organizados de maneira que possam ser realizados testes e o rastreamento de contatos. Se o teste for positivo, a instalação deve ser fechada por pelo menos 48 horas para limpeza profunda.

5. Exigir assistência médica universal e salário garantido – Qualquer trabalhador que tenha testado positivo deve ser isolado e receber tratamento médico imediato, ao mesmo tempo que seu salário integral seja garantido. Todos os trabalhadores que entraram em contato com os trabalhadores infectados devem ser colocados em quarentena e testados regularmente, enquanto recebem seu salário integralmente. Além disso, se alguém da família relatar sintomas, o trabalhador deve ser testado e isolado até ser liberado por um profissional médico – sem perda de remuneração.

6. Garantir a distribuição da informação – Para preservar sua segurança, os trabalhadores devem ter acesso a todas as informações sobre os trabalhadores infectados para que medidas apropriadas possam ser tomadas, incluindo a interrupção da produção, se necessária. A administração da Amazon e de outras corporações ocultaram deliberadamente informações sobre trabalhadores com a COVID-19 e demitiram aqueles que denunciaram condições inseguras de trabalho.

7. Garantir a segurança no trabalho – Nenhum trabalhador deve ser prejudicado por denunciar condições inseguras de trabalho ou se recusar a trabalhar. Qualquer trabalhador que tenha sido demitido por se manifestar contra condições inseguras de trabalho deve ser recontratado com salário integral.

Qual será o custo de implementação deste programa? Quem pagará?

A classe trabalhadora não pode ser obrigada a pagar para garantir sua segurança. Os custos necessários para garantir condições seguras de trabalho, bem como para proporcionar assistência médica e salário integral a todos os trabalhadores, devem ser pagos pelas corporações e pela elite dominante capitalista.

A manutenção de um ambiente de trabalho seguro é uma tarefa imensamente complexa, que só pode ser alcançada através de um plano científico e racional, em contato direto com especialistas de saúde em todos os locais de trabalho.

Não se pode depositar confiança na administração das corporações para garantir a segurança dos trabalhadores. Os trabalhadores também não podem contar com os sindicatos. Apenas uma pequena minoria de trabalhadores é sindicalizada, e os sindicatos que existem funcionam quase como braços da administração das empresas. Eles apoiam o retorno ao trabalho e estão colaborando com as empresas para que seja cumprido.

É por isso que os trabalhadores necessitam de suas próprias organizações. Em cada fábrica, local de trabalho e escritório, os trabalhadores devem se organizar e eleger trabalhadores de confiança e respeitados que os representem. Eles devem utilizar todas as ferramentas disponíveis, incluindo as redes sociais, para alcançar os trabalhadores de toda a sua indústria e de outros setores para coordenar suas atividades e compartilhar informações.

Uma tarefa crítica desses comitês é organizar os trabalhadores internacionalmente. Em todos os países, há um número crescente de greves e ações de enfermeiros, trabalhadores de frigoríficos, do transporte público, da indústria automotiva e de outros setores que estão exigindo condições seguras de trabalho.

A luta pelo socialismo

A mobilização dos recursos da sociedade contra a pandemia requer um planejamento científico, que a cada momento entra em conflito com a busca do lucro privado e da riqueza individual.

O SEP insiste que a luta contra a pandemia está inseparavelmente ligada à luta dos trabalhadores contra a classe dominante – a oligarquia corporativa e financeira – e sua ditadura sobre a vida econômica e política. É, portanto, uma luta contra o capitalismo e pelo socialismo, a reestruturação da sociedade com base na necessidade social e não no lucro privado.

Essa luta é, por sua própria natureza, global. A pandemia é um problema mundial e só pode ser combatida por meio da colaboração internacional dos trabalhadores e de todos aqueles que estão comprometidos com a defesa da vida humana. Na luta contra a pandemia, os trabalhadores devem rechaçar todos os esforços para dividi-los por raça, etnia e nacionalidade. Em particular, a campanha da classe dominante dos EUA para culpar a China pela crise e desviar a atenção de seu próprio papel criminoso deve ser combatida.

A pandemia expôs a realidade e a falência do sistema capitalista, que é uma barreira ao progresso humano e à própria sobrevivência da espécie humana. A resposta da classe dominante à pandemia vai produzir enorme oposição e resistência social.

Uma liderança política socialista na classe trabalhadora deve ser construída! Essa liderança é o Partido Socialista pela Igualdade. O SEP nos EUA faz parte de um movimento internacional, o Comitê Internacional da Quarta Internacional, que publica o World Socialist Web Site. Também publicamos boletins informativos em diferentes categorias, incluindo na indústria automotiva, na Amazon e entre professores, que possuem milhares de leitores em todo o mundo.

O Partido Socialista pela Igualdade e o World Socialist Web Site darão toda a assistência possível aos trabalhadores que queiram criar comitês de base de segurança. Pedimos a todos os trabalhadores que estudem nosso programa e tomem a decisão de se filiar ao SEP.

Entre em contato conosco e receba atualizações sobre a pandemia e as lutas da classe trabalhadora. Também pedimos aos trabalhadores que enviem relatos sobre as condições em seus locais de trabalho. Todos os pedidos de anonimato serão atendidos.

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