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Novas burocracias sindicais ou poder operário independente?

As lições da rebelião dos trabalhadores de Matamoros – Parte 4

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Publicado originalmente em 11 de abril de 2019

A AFL-CIO e os sindicatos “democráticos” na América Latina

Os registros mostram que Prieto e a Federação do Trabalho dos EUA – Congresso das Organizações Industriais (AFL-CIO) têm trabalhado muito próximas para canalizar o descontentamento crescente dos trabalhadores da fronteira em direção aos sindicatos mexicanos, que são associados, financiados e, em alguns casos, criados diretamente pela AFL-CIO. Esses esforços têm aumentado em resposta ao ressurgimento da luta de classes, que está se transformando rapidamente em uma rebelião contra a central sindical mexicana CTM e a chegada ao poder de um governo alinhado com a fração da burocracia favorecida pela AFL-CIO.

Trabalhadores confrontam Villafuerte do lado de fora da sede do SJOIIM (Crédito: AquiMatamoros, 17 de janeiro)

Não se trata apenas da criação de uma nova fachada para os sindicatos, mas da integração mais direta do Estado mexicano e suas instituições políticas às operações do imperialismo dos EUA e, em menor grau, do imperialismo alemão.

Enquanto o impulso inicial para a formação dos sindicatos industriais de massas dos EUA foi dado por socialistas e militantes de esquerda nas décadas de 1930 e 1940, a fusão do CIO com a direitista AFL, em 1955, baseou-se em uma aliança explicitamente anticomunista com a elite dominante dos EUA para acabar com o apoio dos trabalhadores ao socialismo durante a Guerra Fria. Líderes da AFL como George Meany, Irving Brown e Jay Lovestone colaboraram com o Escritório de Serviços Estratégicos (OSS) da Segunda Guerra Mundial e sua sucessora, a Agência Central de Inteligência (CIA), em inúmeras operações para destruir os movimentos dos trabalhadores e combater a influência de socialistas na Europa, Ásia, África e América Latina no pós-guerra.

Em 1961, a AFL-CIO criou o Instituto dos EUA para o Desenvolvimento do Sindicalismo Livre (AIFLD), que tinha o objetivo de expandir essas atividades para todo o mundo. O AIFLD foi financiado principalmente pelo governo dos EUA através da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), fundada no mesmo ano da AIFLD, e depois pela Fundação Nacional para a Democracia (NED) – dois produtos da Guerra Fria que operavam como fundos secretos de operações da CIA.

Sob o slogan do “desenvolvimento do movimento sindical democrático na América Latina e no Caribe”, o AIFLD treinou sindicalistas em toda a região para serem agentes de contrainsurgência com o objetivo de removerem dos sindicatos trabalhadores radicalizados e competirem com os sindicatos dirigidos por organizações stalinistas. Em 1969, o presidente do AIFLD, William C. Doherty, disse abertamente a uma comissão do Senado que a organização foi criada em cooperação com grandes magnatas capitalistas, como David Rockefeller e Peter Grace.

Segundo Fred Hirsch, encanador e membro do sindicato dos Encanadores e Montadores de Tubulação, que em um panfleto de 1974 denunciou esses laços, Grace, ao se tornar presidente corporativo do AIFLD, declarou em 1965: “O AIFLD estimula a cooperação entre os trabalhadores e a administração das empresas e o fim da luta de classes. Ele ensina os trabalhadores a ajudar a aumentar os negócios de suas empresas... a promover sindicatos democráticos livres; a impedir a infiltração comunista e, onde ela já existir, a se livrar dela.”

Hirsch documentou que agentes treinados pelo AIFLD infiltraram-se na direção de vários sindicatos chilenos, como a Confederação Marítima do Chile (COMACH) e a Confederação Única de Profissionais do Chile (CUPROCH), que participaram diretamente do golpe militar contra o governo de Salvador Allende em 1973, assim como participaram da perseguição sangrenta a trabalhadores e jovens radicalizados levada adiante pela ditadura fascista apoiada pelos EUA de Augusto Pinochet. A junta baniu os sindicatos, mas logo permitiu a atividade de 26 pequenos sindicatos ligados ao AIFLD. Milhares foram mortos, torturados e presos e 200 mil trabalhadores foram demitidos por motivos políticos. Os registros do AIFLD de 1962-1972 indicam que 92% de seu orçamento veio do governo federal dos EUA.

O AIFLD apoiou o golpe de 1954 na Guatemala e nos anos 1970 e 1980 se aliou aos esquadrões da morte na Nicarágua e em El Salvador.

O AIFLD estava tão desacreditado por sua cumplicidade nos golpes e na contrainsurgência da CIA que, em 1997, a nova direção da AFL-CIO mudou o nome das operações internacionais da federação para Centro de Solidariedade. Mas suas operações em nome do imperialismo dos EUA continuam. O relatório mais recente disponível em 2016 indica que 93% de seu orçamento de US$ 32 milhões veio do governo federal dos EUA.

Segundo dados da NED, a agência governamental dos EUA destinou US$ 704 mil para as operações do Centro de Solidariedade especificamente na Venezuela ao longo dos cinco anos que antecederam o fracassado golpe venezuelano de 2002, no qual a Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV) desempenhou um papel de destaque. Esse dinheiro ia diretamente para os cofres da CTV sob o pretexto de apoiar seu “processo de democratização interna altamente bem-sucedido”. A CTV tem laços de longa data com a AFL-CIO e é dirigida pelo partido de direita Ação Democrática, que está co-liderando a operação de golpe de estado em andamento da administração Trump contra o governo Nicolás Maduro em Caracas.

No México, a AFL-CIO deixou de apoiar a CTM no final dos anos 90. Em janeiro de 1998, o New York Times escreveu em tom de aprovação que, “Desde que o NAFTA [Acordo de Livre Comércio da América do Norte] foi assinado e que o Sr. [George] Sweeney foi eleito para a presidência da AFL-CIO em outubro de 1995, a federação estadunidense decidiu se aproximar de sindicatos mexicanos menores e mais combativos, que durante anos foram perseguidos aqui, mas estão crescendo rapidamente”.

Esta decisão baseou-se em considerações estratégicas amplas. O México havia sofrido uma grande crise financeira em 1994 desencadeada pela desvalorização do peso e pela implementação do NAFTA. Após a crise financeira asiática de 1997, a crise russa de 1998 e o colapso do fundo de investimento Long Term Capital Management dos EUA, o presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, expressou sentimentos amplamente compartilhados nos círculos dominantes no início de 1998 quando falou de “um medo visceral e devorador” sobre a economia global.

A globalização, segundo Greenspan, “facilitou a transmissão de distúrbios financeiros de forma muito mais efetiva do que antes. A crise no México, ocorrida há alguns anos, foi o primeiro episódio desse tipo associado ao nosso novo sistema financeiro internacional de alta tecnologia.” A administração Clinton interveio em 1994, comprando pesos e aprovando bilhões em empréstimos para o México temendo que a crise perturbaria seriamente a economia dos EUA.

A inflação, o desemprego e o aprofundamento dos ataques sociais contra as condições de vida dos trabalhadores provocaram uma crescente oposição social ao Partido Revolucionário Institucional (PRI) e à Confederação de Trabalhadores do México (CTM), que é afiliada ao PRI. A morte do líder de longa data da CTM e do Conselho de Trabalho (CT), Fidel Velázquez, em junho de 1997, e as eleições de julho, em que o PRI perdeu a maioria na Câmara dos Deputados pela primeira vez, levaram a uma crise interna nas instituições políticas e sindicais. O historiador da UNAM, Javier Aguilar García, explica que “Tornou-se evidente que o CT e a CTM como os principais órgãos de mediação entre trabalhadores e o poder deixaram de funcionar como órgãos corporativistas no país e particularmente na Cidade do México”.

A Frente Autêntica do Trabalho (FAT), o STUNAM e outros sindicatos menores, que alegavam ser “independentes” do PRI, se separaram da CTM e do CT e criaram a União Nacional de Trabalhadores (UNT) em 28 de novembro de 1997.

Cerca de sete semanas depois, o conselheiro especial de Clinton para a América Latina, Thomas F. McLarty – um empresário que criou a consultoria McLarty Associates em parceria com Henry Kissinger, secretário de Estado do presidente Nixon e um dos principais organizadores do golpe de 1973 no Chile – organizou a primeira viagem de um presidente da AFL-CIO ao México para que Sweeney se reunisse com o presidente Ernesto Zedillo, seu secretário do Trabalho e a liderança da UNT. Seu objetivo era apoiar os esforços “para organizar novos sindicatos nas fábricas mexicanas da fronteira” e modificar o “sistema de trabalho fossilizado” no país, de acordo com o Times.

Um dos líderes da UNT com quem Sweeney se encontrou foi Bertha Luján Uranga, que na época era dirigente da FAT e atualmente é presidente do principal órgão do Morena, o Conselho Nacional.

Em 1998, ocorreu uma onda de greves selvagens contra os sindicatos da CTM em maquiladoras próximas à fronteira, incluindo uma na Hang Young realizada por trabalhadores de Tijuana, que foi diretamente mencionada por Sweeney. O WSWS publicou na época a carta de um leitor relatando greves de 13.000 trabalhadores de maquiladoras em Matamoros, acrescentando ainda que os sindicatos dos EUA e do Canadá, embora “tomando cuidado para não mobilizar seus próprios membros em apoio a seus irmãos e irmãs mexicanos, estão buscando meios legais, no México e nos EUA, sob o NAFTA, para quebrar o monopólio da CTM”.

À medida que as cadeias de fornecimento da América do Norte se tornavam tão bem integradas quanto seu sistema financeiro, a classe dominante dos EUA passou a temer que, numa época de crise econômica, uma onda de greves lideradas por trabalhadores de base por fora da camisa de força dos sindicatos no México se espalhasse rapidamente para todo o continente.

Duas décadas depois, Prieto e seus apoiadores da pseudo-esquerda tiveram o papel decisivo de isolar as greves selvagens que ameaçaram desencadear esse levante, sustentando-se na promessa de “se livrar da CTM”.

Uma publicação de 2003 do Centro de Solidariedade sobre no México observou que a OIT, o Departamento de Estado dos EUA e ONGs identificaram a necessidade de abordar “o fortalecimento contínuo de sindicatos antidemocráticos não escolhidos pelos trabalhadores, não representativos dos trabalhadores e não reativos aos trabalhadores” (grifo nosso), refletindo claramente o receio de que a CTM havia sido completamente desacreditada.

A UNT tornou-se comprovadamente o parceiro mais próximo da AFL-CIO no México. Quando o SINDJA foi criado em 2015 com o apoio da AFL-CIO, ele se juntou imediatamente à UNT. Naquele ano, o Centro de Solidariedade da AFL-CIO escreveu em um relatório que, “com o apoio do Centro de Solidariedade, os trabalhadores no México votaram para formar o primeiro sindicato de empregados domésticos do país, o SINACTTRAHO”, que também se uniu à UNT. Ao mesmo tempo, o Sindicato de Mineros de Gómez Urrutia é abertamente filiado ao sindicato United Steelworkers (USW) dos EUA, que faz parte da AFL-CIO, e também ao IndustriAll, tendo o Centro de Solidariedade constatado em 2015 que financiou programas de treinamento para mulheres da burocracia sindical para o sindicato de Gómez Urrutia.

Após o governo de Felipe Calderón, em 2009, ter liquidado a empresa pública Luz y Fuerza e demitido impiedosamente 44.000 trabalhadores, ou dois terços dos membros do Sindicato Mexicano de Eletricistas (SME), o sindicato isolou e desmobilizou a resistência contra as demissões e os esforços de privatização através de campanhas vazias de “solidariedade” e greves de fome orquestradas com o apoio da AFL-CIO e do IndustriAll. Tendo sido criado o “mercado atacadista de eletricidade” privatizado pela administração Peña Nieto, o SME se tornou um concorrente do mercado privado ao criar a Fenix, uma empresa na qual é co-proprietário com a multinacional portuguesa Mota Engil e emprega 1.400 trabalhadores. Um dos principais defensores da privatização atualmente, o Secretário-Geral do SME, Martín Esparza, disse recentemente ao Congresso Norte-americano Sobre a América Latina (NACLA) que “muitas empresas multinacionais entraram no mercado… por isso é extremamente importante possuirmos laços com sindicatos dos EUA com o objetivo de trabalharmos juntos para organizar e melhorar as condições dos trabalhadores”.

Em fevereiro de 2014, o SME criou a Nova Central de Trabalhadores (NCT), afirmando em seus documentos de fundação sua intenção de se organizar junto ao IndustriAll – que enviou saudações à sua fundação – e de se incorporar à UNT. Tanto a AFL-CIO como o IndustriAll deram declarações de apoio à nova frente do SME com Gómez Urrutia, o CIT.

O IndustriAll, que se descreve como o “sindicato global”, é dependente do governo alemão. Grande parte de seu financiamento e assistência internacional vêm da Fundação Friedrich Ebert Stiftung (FES), que o sindicato descreve como seu “parceiro estratégico de longa data”. A FES é dirigida pelo Partido Social Democrata (SPD), que faz parte da Grande Coalizão que governa a Alemanha, e recebe seu financiamento do governo federal. A organização de trabalhadores alemã afiliada ao IndustriAll, a IG Metall, colabora há muito tempo com a Volkswagen e outras montadoras na destruição de empregos e condições de vida. Um de seus líderes, Bernd Osterloh, presidente do conselho de trabalhadores do Grupo Volkswagen, recebe US$ 845.109 (R$ 3.169.158) por ano, ou quase US$ 70.000 (R$ 262.500) mensais.

A FES e a UNT co-organizam uma escola sindical no México. Lourdes Hernández Hernández e Lorenzo Rodríguez Jiménez, dirigentes do SINACTTRAHO e do SINDJA, respectivamente – com quem Susana Prieto tem se organizado de maneira próxima –, receberam esse treinamento sindical imperialista junto aos dirigentes de outros assim chamados sindicatos “independentes”.

Em agosto de 2015, o World Socialist Web Site advertiu sobre o perigo representado por esses laços, afirmando: “Temendo a possibilidade de que uma rebelião contra a CTM possa levar a um levante radical de trabalhadores mexicanos, que poderia servir de catalisador para um movimento unificado da classe trabalhadora em toda a América do Norte, uma coalizão de sindicatos europeus e dos EUA busca construir ‘sindicatos livres e independentes’ no México a partir do modelo corporativista de ‘parceria entre a administração e os trabalhadores’ e na rejeição explícita ao socialismo e ao internacionalismo genuíno”.

Desde que Trump assumiu a presidência prometendo uma renegociação do NAFTA, a AFL-CIO pressionou, como fez no final dos anos 1990, para que o novo NAFTA exigisse leis trabalhistas no México que incentivem um afastamento da CTM.

Em uma carta de janeiro de 2017, a AFL-CIO pedia que o novo acordo incluísse “direitos dos trabalhadores garantidos” no México, enquanto lançava, ao mesmo tempo, a retórica “Buy American” (“compre produtos dos EUA”) contra os trabalhadores mexicanos e chineses. Em dezembro de 2017, a AFL-CIO enviou uma carta ao representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, exigindo que ele suspendesse as negociações com o México, a não ser que ele implementasse leis que favorecessem “negociações de boa fé com sindicatos independentes”. No mês seguinte, a AFL-CIO e a UNT mexicana enviaram uma carta conjunta ao Departamento do Trabalho dos EUA com demandas semelhantes. Por fim, a promoção desses sindicatos foi incorporada ao novo acordo norte-americano de livre comércio, que ainda precisa ser ratificado pelos Congressos dos EUA e do México.

Após a posse do Congresso de maioria do Morena no ano passado, a AFL-CIO, o IndustriAll e a FES começaram a organizar e financiar o lobismo encabeçado pelo SME e pela UNT para implementar uma nova “reforma trabalhista” que favoreceria os sindicatos “democráticos”. Esses medida baseava-se na Convenção nº 98 de 1949 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) da ONU sobre discriminação contra sindicatos. Em setembro, o Morena forçou a ratificação dessa convenção no Congresso.

O presidente do Senado, Martí Batres (à direita), e o presidente da UNT, Francisco Hernández Juárez (à esquerda), durante sessão de trabalho sobre legislação trabalhista

Em resposta a um tuite de setembro do ano passado relatando uma reunião entre o SME-UNT e o presidente do Senado do Morena, Martí Batres, um trabalhador tuitou: “Os sindicatos aqui na fronteira, em Tamaulipas, servem apenas para recolher as contribuições semanais, mas não para o trabalhador. Nós estamos sozinhos; eu não entendo por que querem nos impor os sindicatos, já que eles nunca fazem nada quando pedimos por sua ajuda.”

Vários projetos foram propostos para essa reforma, incluindo um elaborado pelo Morena, UNT e SME, apresentado em 22 de dezembro, e outro proposto pela UNT em 6 de janeiro de 2019. A característica essencial de ambos é a exigência de que os sindicatos demonstrem que representam a maioria dos trabalhadores, não permitindo “contratos de proteção” que dificultem a concorrência com os sindicatos patronais já estabelecidos; no entanto, os legisladores não têm qualquer intenção de anular as leis de exclusividade, que só permitem aos sindicatos registrados solicitar autorizações de greve e fechar acordos coletivos.

Em 14 de março, o presidente da AFL-CIO, Richard Trumka, visitou a Cidade do México para uma reunião de cúpula. Ressaltando o caráter conspiratório desse encontro, as poucas notícias publicadas nem sequer mencionaram a presença de Trumka, que fez muitas declarações elogiando o nacionalismo dos “EUA em primeiro lugar” de Trump. Entre os presentes estavam o negociador comercial de AMLO, Jesús Seade Kuri, e o aliado de Prieto, Napoléon Gómez Urrutia, junto a um grande grupo de burocratas da AFL-CIO e de sindicatos canadenses. Seu objetivo era pressionar a aprovação da nova reforma trabalhista, com Gómez Urrutia tendo supostamente prometido que a reforma melhoraria a “democracia e liberdade sindical” e que seria aprovada no próximo período legislativo.

Da esquerda para a direita: Ken Neumann, líder do USW no Canadá; Sharan Burrow, Secretária Geral da ITUC; Jesús Seade Kuri; Napoleón Gómez Urrutia; Richard Trumka, presidente da AFL-CIO; Leon Gerard, presidente do USW nos EUA (@AFLCIOGlobal, 14 de março)

Em 2 de abril, a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, disse ao Politico que os membros do Partido Democrata, antes de apoiarem o novo acordo comercial regional, querem “ver evidências” de que a reforma trabalhista do México será aprovada. Dois dias depois, AMLO respondeu que seu governo está pressionando os legisladores a aprovarem a reforma, com a Reuters apontando especificamente que a comissão trabalhista do Congresso mexicano planeja “aprovar uma legislação até o final deste mês que tornaria mais fácil aos trabalhadores formarem sindicatos independentes”.

Continua.

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